Por: Juliana Siqueira

 

Foi-se o tempo em que o intercâmbio era uma atividade voltada apenas para jovens em idade escolar ou universitária. Cada vez mais adultos embarcam nessa experiência que traz autoconhecimento e valor para o currículo, já que o intercâmbio pode ser de estudo (desde ensino médio até pós-graduações, cursos livres e de idiomas) ou de trabalho - voluntário ou não.

Erika Cordeiro, de 30 anos, embarcou no ano passado para Londres para fazer mais do que passear. Em oito semanas, ela turbinou o inglês, matou a vontade de conhecer a capital inglesa e ainda aproveitou para fazer um giro pela Europa. “Minha principal motivação foi aperfeiçoar o idioma inglês, principalmente porque sou formada em turismo e este diferencial é muito importante para minha área de atuação. De toda forma, era um sonho bem antigo estudar inglês fora, mesmo antes de eu decidir pelo curso de turismo na graduação”, conta.

Se a idade atrapalhou? Nem um pouco! Além de estudar em uma turma com alunos da mesma faixa etária, ela garante que a maturidade fez diferença. “O fato de ter feito a viagem mais madura me fez dar um foco maior no curso, no aprendizado, pois eu estava viajando com o propósito de investir num curso importante para a minha carreira. Creio que consegui aproveitar muito para fazer passeios, conhecer lugares incríveis”, explica a turismóloga, que fez a viagem através da agência Egali.

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Segundo a associação Belta (Brazilian Educational & Language Travel Association), o órgão que regulamenta as agências de intercâmbio do Brasil, esse setor cresce em média 15% ao ano. Só em 2013, mais de 200 mil brasileiros fizeram as malas para estudar em outro país – somos o terceiro maior país exportador de intercambistas no mundo. Adolescentes ainda são a maioria, mas o público adulto já representa 26% da fatia do mercado, e a tendência é crescer ainda mais.

Saiba como fazer um intercâmbio com dicas passo a passo para você se dar bem nessa deliciosa aventura.

1 - Defina seu objetivo

Ao pensar em fazer um intercâmbio, um bom começo é descobrir o que deseja alcançar com a viagem. Melhorar a fluência em um idioma? Ganhar experiência profissional? Ou ainda se dedicar a algum curso técnico ou de extensão, ligado à sua carreira? Com isso já decidido, fica mais fácil escolher o país e o programa pretendido. Em caso de dúvidas, é recomendado procurar uma agência especializada - veja uma lista de agências de intercâmbio que operam no Brasil. Não escolha pelo preço e sim por recomendação de outros intercambistas que fizeram o programa que você está querendo fazer. Outra dica é procurar informações em feiras de intercâmbio, como a Feira do Estudante e o Salão do Estudante. Se você está estudando, a sua instituição de ensino pode informá-la sobre programas de intercâmbio como o Erasmus Mundus, por exemplo. Antes de procurar as agências, defina também quanto tempo você pretende ficar no exterior, já que os programas variam de uma semana até um ano. 

 

2 - Onde fazer o intercâmbio: pesquise o país acolhedor

Faça uma pesquisa prévia sobre o país e a cidade onde você quer fazer seu intercâmbio (nós damos uma ajudinha aqui). O Canadá, os Estados Unidos e a Inglaterra são os países mais procurados para aperfeiçoar o idioma, mas você deve escolher um destino que seja a sua cara: se você preferir agito, vai se aborrecer numa cidade pacata, por exemplo. Considere se o programa se adequa à sua idade. Para o Working Holiday na Austrália, por exemplo, em que você pode trabalhar e viajar durante dois anos, você deve ter menos de 30 anos.

Quando estiver decidindo, procure conhecer as leis e os costumes do seu país de interesse  para não dar vexame e veja também o clima durante o tempo que você vai estar fora. Alguns países apresentam temperaturas abaixo de zero durante o inverno e você deve ir preparada para isso. Outro aspecto a considerar são as suas finanças. O que nos leva ao próximo ponto...

 

3 - ...fique de olho na cotação!

Mesmo com o curso pago, é importante acompanhar as variações cambiais para não ter problemas no país de destino. Gastos com acomodação, alimentação e passeios devem ser colocados na ponta do lápis antes mesmo de embarcar, para evitar surpresas desagradáveis. Se a grana está apertada, uma boa saída pode ser escolher um país mais em conta, como Argentina, em vez de Espanha, ou Nova Zelândia em vez de Austrália ou Inglaterra. Outra opção é fugir das cidades mais procuradas, e ir para cidades menores, com custo de vida mais baixo.

 

4 - Cuidado com a papelada

Procure saber quais são os documentos necessários para a entrada no país escolhido e qual é o procedimento para adquiri-los, como o visto, vacinas e outros papéis (os nossos guias de destinos têm essas informações). Muitas vezes, esses processos podem ser demorados e deixar tudo para última hora pode atrapalhar a viagem. Aqui, a palavra-chave é planejamento: o ideal é começar a preparar sua viagem com seis meses de antecedência.

Fique por dentro da duração do visto. Às vezes, ele dura algumas semanas além do período de aulas, o que permite programar viagens e passeios extras. Mas atenção: alguns países exigem visto de múltiplas entradas se você quiser sair e voltar a entrar. Mesmo que não planeje fazê-lo, é melhor tirar. Quem sabe você não conhece pessoas que a desafiem a um fim de semana diferente?

Além das exigências do país anfitrião, alguns cursos no exterior pedem como requerimento o resultado de um teste de idioma, que deve ser feito previamente. Se o curso for ministrado em inglês, normalmente é o TOEFL, o IELTS ou o CAE. 

Outro assunto a considerar é a sua saúde. É imprescindível ter um seguro médico internacional. Confirme se há cobertura caso pretenda praticar esportes radicais.

 

5 - Escolha o seu tipo de hospedagem

Os programas permitem ao estudante escolher o tipo de hospedagem que se adapta às suas necessidades, sendo possível ficar acomodada em residências estudantis ou em casas de família, e assim mergulhar de cabeça na nova cultura. Neste caso, pergunte previamente sobre o estilo de vida dos seus anfitriões. São fumantes? Têm animais de estimação? Se essas são condições com as quais você não se sente confortável, é possível pedir a mudança junto à agência.

 

6 - Conheça o sistema de recepção e organize as atividades

Muitos programas de intercâmbio oferecem serviço de recepção ao estudante desde o aeroporto, com translado para a escola ou local de hospedagem, uma regalia bacana para começar logo a se enturmar com outros intercambistas.

Muitos pacotes incluem as refeições e atividades extracurriculares, como passeios e excursões. A vantagem de fechar estes pacotes no Brasil é que o pagamento é feito em reais, pode ser parcelado e você irá passear acompanhada de outras pessoas do seu curso. A desvantagem é o pagamento das comissões do serviço e, se você for uma aventureira, vai perder a liberdade de poder desbravar o destino do seu próprio jeito. Se estiver programando uma viagem de intercâmbio para o seu filho, prefira já ter definido as atividades do pequeno, tendo em conta as suas preferências.

 

Comentários

Super completa matéria, estou querendo fazer intercâmbio e esta é a melhor informacao que encontrei ate agora!!!!!!!!! Seria legal tambem informarem qual é a melhor agencia, essa lista tem muitas!!!!!!

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