Por: Stéphanie Boccomino

Bater perna em Milão vale a pena não só pelas ruas perfeitinhas que encantam ao longo do caminho, mas também pela diversidade e qualidade dos produtos. Conhecida por ser a capital da moda e um dos berços da alta costura, este é o principal centro de consumo na Itália. Mas não é só de grifes de alto padrão que a cidade se sustenta. Há também lojas a preços acessíveis, além de outlets e casas com uma pegada vintage, possibilitando garimpar peças em ótimo estado. Faça das compras um programa sem estresse e conheça os melhores lugares para gastar bem.

Alta costura e alto padrão

Visitar Milão é impossível sem dar uma espiada nas vitrines de luxo de um dos primeiros shopping centers de sempre: a Galleria Vittorio Emanuele I, situada na Praça do Duomo. Vizinha da Catedral de Milão, a terceira maior catedral gótica da Europa, a Galleria foi inaMontenapoleone, Milãougurada em 1877. Impressiona pela grandiosidade de sua estrutura de ferro, dotada de cúpulas de vidro e afrescos, além dos mosaicos coloridos no piso. É curioso ver os turistas girando nos próprios calcanhares em cima das partes íntimas de um touro desenhado no chão, porque dizem que dá sorte. As lojas de número 63 a 65 pertencem à sede da Prada, que não poderia ter encontrado casa mais luxuosa que esta.

Mas para prestar uma visita às mais desejadas lojas de grife, é preciso ir ao Quadrilátero da Moda ou o Quadrilátero do Ouro, o bairro rodeado pelas vias Montenapoleone, della Spiga, Manzoni e Corso Venezia. Este é o ponto de encontro das marcas mais famosas do mundo, como a Gucci, na via mais luxuosa de todo o quadrilátero, a Montenapoleone; Dolce & Gabbana, que vende os vestidos mais glamorosos na Via della Spiga; e Miu Miu, a marca mais jovem da Prada, na Corso Venezia. Para se locomover até lá, o metrô mais próximo é San Babila (linha vermelha) ou Turati (linha amarela).

Várias marcas de alto padrão possuem uma versão “econômica”. A Empório Armani é uma delas. Apesar de fazer parte do grupo Giorgio Armani, com preços um tanto mais salgados, na Empório é possível encontrar vestidos de seda que custam, em média, de € 300 a € 500, e calças jeans por € 150. O mesmo acontece na Red Valentino, da marca Valentino, na Cheap & Chic, da Moschino e na Just Cavalli, de Roberto Cavalli, entre outras.10 corso como

Moda única

Em Milão, a moda-conceito é o clássico, sempre bem acabado, já que os milaneses são exigentes. Por isso, muitas marcas desconhecidas focam na qualidade de suas roupas. Uma parada obrigatória para quem busca peças únicas é na Corso Como 10, butique conceitual cujo nome é o próprio endereço. Criada pela ex-editora de moda e galerista italiana, Carla Sozzani, o espaço não tem vitrine. São salões em que o público pode circular e ver os vestidos expostos ao lado de quinquilharias e artigos para casa. O complexo também conta com uma livraria, uma galeria, um café-restaurante e até um pequeno hotel de apenas três quartos, o 10 Corso Como 3 Rooms. Para ir até lá, pare na estação de metrô Porta Garibaldi, da linha verde.

A valorização do vintage na Itália é uma onda recente. Na avenida Ripa di Porta Ticinese, no distrito de Navigli, que contorna o Canal Naviglio Grande, há diversos brechós com peças em bom estado. Um dos mais balados fica no número 27: o Superfly Vintage, onde é possível encontrar até objetos de decoração e malas antigas.

Fast fashion e street style

Se quiser garimpar produtos acessíveis, siga para a Corso Buenos Aires, que se qualifica como uma das mais importantes avenidas de comércio da cidade, com mais de 350 lojas. É também uma das mais movimentadas, principalmente durante a época do Natal. Ao contrárioPiazza Duomo, Milão da via Montenapoleone ao redor da Piazza Duomo, especializadas em alta costura, a Corso Buenos Aires é mais voltada para produtos em massa, roupas fast-fashion a bons preços. Outras opções são a Corso Venezia e a Via Torino, que também são agitadas e estão repletas de lojas para todos os gostos e bolsos, como Benetton, Nike, Adidas e Mango, entre outras. Pela Via Torino não passa metrô, mas você pode curtir uma viagem num dos vários bondinhos que circulam pela cidade para chegar lá. As adeptas do street style encontram o seu “cantinho” passeando pelo Corso di Porta Ticinese, onde estão Levis, Diesel, Armani Jeans e Energie.

Outlets e lojas de departamento

A loja de departamento La Rinascente tem nove andares preenchidos de diversas lojas-desejo e outras mais populares, como a Zara e a H&M, além de cosméticos e perfumaria. Abriga uma Louis Vuitton e a finíssima loja de luvas, Sermoneta, com modelos padrões, como luva sem forro em couro de bezerro costurado à mão, bem como as feitas de couro de pônei. Para chegar a ela, desça na parada “Duomo” da linha vermelha ou amarela e saia pela entrada da Piazza del Duomo, a principal praça de Milão, e vire à esquerda. É nesta praça que se encontra a já mencionada Galleria Vittorio Emanuele Entre os outlets espalhados pelo centro de Milão, os mais famosos de multimarcas são o D Magazine, na via Manzoni 44, e o Diecidecimi, situado no Corso Buenos Aires, 36. Há também outros outlets específicos para as grandes marcas, como Dolce & Gabbana, na via Rossini 70, em Legnano, ou o da Armani, na Via Provinciale per Bregnano 13, em Vertemate. Por estarem fora da cidade, só é viável chegar de carro.

 

Dica esperta

Quando fizer compras na Europa, não se esqueça de verificar se as lojas têm o adesivo “tax free” na vitrine. Se tiverem, bingo! Você poderá receber o montante dos Impostos sobre o Valor Agregado (IVA) de volta. Para isso, peça o formulário no caixa, no momento de efetuar a compra. Quando chegar ao aeroporto, apresente o formulário preenchido para ser carimbado no balcão da alfândega, juntamente com o seu passaporte, cartão de embarque e as suas compras. Tenha atenção que, dependendo do aeroporto, isso deverá ser feito antes ou depois de passar pela segurança. Com o documento pronto em mãos, basta apresentar tudo em uma das lojas colaboradoras do Tax Free, por exemplo, a Global Blue, e eles lhe darão o dinheiro de volta. Há lojas Global Blue em lugares turísticos da Itália que devolvem antes mesmo de você conseguir o carimbo na alfândega. Contudo, eles exigem que você trate das burocracias antes de sair do país. De outra forma, eles retiram novamente o valor diretamente do seu cartão.

 

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