Por: Ana Paula Lourenço e Natasha Sá Osório

Temos recebido algumas mensagens de leitoras perguntando como organizar a sua viagem internacional ou pedindo alguns pormenores específicos dos preparos. Viajar para o exterior não é o bicho de sete cabeças que se pensa. Por isso mesmo, e para facilitar a vida de vocês, preparamos um check list com tudo o que é necessário fazer antes de se aventurar em território estrangeiro.



1) Escolha o destino de viagem

Antes de tudo, avalie as suas preferências de viagem e as de quem for com você. Você prefere lugares quentes ou frios? Passeios culturais ou badalação? Filtre a gama de países diferentes a partir do que você e seus acompanhantes estão preferindo no momento. Não se esqueça de pesquisar qual a melhor época do ano para visitar o país escolhido, quais festividades estarão ocorrendo (elas podem ser o motivo para a viagem ou para fugir de lá, se preferir um passeio calmo), em qual estação o país estará, que tipos de roupas levar, entre outros. Os guias da mulher viajante fornecem toda essa informação. Esteja atenta às notícias sobre o país de destino. Chegar lá no dia seguinte a um tornado pode não ser boa ideia. Guerras e ataques terroristas podem acontecer a qualquer momento e o risco aos turistas pode ser grande em alguns países em conflito.

2) Analise o seu orçamento fazendo a conversão cambial 

Já escolheu o país? Agora vem um dos passos mais importantes: analisar o seu orçamento. Para entender melhor os gastos que terá na viagem, é essencial pesquisar a moeda do país a ser visitado e fazer a conversão cambial adequada. O site de conversão do Banco Central do Brasil pode ser uma referência. Saiba quanto dinheiro poderá gastar com transportes, hospedagem, alimentação, atividades de lazer e cultura, passeios e ainda um extra para os imprevistos. Faça um planejamento de gastos completo, assim você não tomará um susto na próxima vez em que abrir o Internet Banking! Além disso, não se esqueça de analisar os serviços da empresa de transporte (seja avião, ônibus ou navio) que pretende usar. Verifique qual possui o melhor custo-benefício. Por exemplo, algumas companhias aéreas de baixo custo são desconfortáveis, não têm refeições incluídas e pousam em aeroportos mais afastados do seu lugar de destino ou em horários que obrigam a ter custos maiores de locomoção no local.

3) Se não tiver passaporte, providencie um. Se já tem, verifique a validade
Dentro dos países do Mercosul (Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela e, claro, o Brasil) apenas o RG é necessário. Mas em outros lugares você precisará do passaporte. O primeiro passo é solicitar a emissão no site da Polícia Federal, preenchendo um formulário e pagando a taxa, cujo valor é de R$ 156. Em seguida, há que agendar a data de comparecimento no posto da Polícia Federal, que às vezes tem espera de semanas e até meses. Se não puder esperar, pesquise no próprio site outros postos de atendimento talvez um pouco mais longe de onde você mora com datas mais próximas – pode valer a pena a locomoção.
Na data especificada, leve os seguintes documentos originais: RG, CPF, título de eleitor e a certidão de quitação eleitoral que pode ser tirada online, documento que comprove quitação do serviço militar obrigatório (se necessário) e certificado de naturalização (se necessário). Além disso, leve também o comprovante de pagamento da taxa e a solicitação de passaporte impressa. No posto da PF, a foto do passaporte é tirada na hora, portanto, não é preciso levar uma. Após esse procedimento, o prazo de entrega do documento é de seis dias úteis.
Para quem já tem passaporte, atenção! Alguns países exigem que o turista possua passaporte com um mínimo de seis meses de validade; portanto, se for o seu caso, não perca tempo para renovar o seu.



4) Saiba quais são os documentos necessários para entrada no país
Países como os Estados Unidos, o Canadá, a Austrália e o Japão exigem visto. Em alguns casos, o visto pode ser requerido à chegada do país (se for o caso, verifique se o pagamento é em dólar ou moeda local); em outros casos, o visto requer o preenchimento de um formulário online e o comparecimento no consulado ou embaixada do país, no Brasil. Vale a pena consultar especificamente as exigências de cada um: comece pelo guia do país da Mulher Viajante e veja as especificações no site oficial da embaixada ou consulado. Mas planeje cedo: a obtenção de visto pode demorar bastante.
 Os países do Mercosul e a maior parte dos europeus, por exemplo, não pedem visto se a estadia for de até 90 dias, bastando apenas que o visitante exiba passaporte atualizado e, às vezes, documento de entrada no pais, que é preenchido no avião ou já no aeroporto. Na Europa, contudo, vigora o Tratado Schengen que exige outros documentos de entrada. Veja o que é o acordo Schengen, que paises estão envolvidos e o que ele significa para a entrada de turistas brasileiros. Se é bem verdade que às vezes as alfândegas europeias não peçam essas formalidades, jogue pelo seguro: você não quer ser obrigada a encurtar a sua viagem ainda antes de chegar ao destino, não é?




5) Faça as reservas de hospedagem
A matemática é simples: as acomodações próximas das atrações são mais caras, mas você poupa nos transportes; hospedagens afastadas dos pontos turísticos são mais baratas, mas perde tempo e dinheiro na locomoção. Faça uma relação custo-benefício e tenha em conta também outros aspetos: vai viajar com crianças? Nesse caso, longos percursos em transportes públicos podem ser um perrengue. Vai viajar sozinha? Evite hotéis em lugares isolados ou em bairros perigosos.
Dependendo do lugar e da data da viagem (alta temporada ou grandes festividades), pode ser importante reservar sua hospedagem com antecedência. Há viajantes experientes que preferem ver o lugar e negociar o preço quando a oferta é alta e o orçamento é apertado; outras não gostam de partir sem saber que vão ter onde dormir. Qualquer que seja o seu estilo de viagem, leve o endereço do local escolhido e pesquise qual o melhor meio de chegar até ele. É sempre bom ler sobre os transportes locais nos guias da Mulher Viajante, em guias impressos ou em sites antes de chegar, mas caso tenha dúvidas no momento do desembarque, procure o posto de informações aos turistas do aeroporto ou terminal.
 
Certificado Internacional de Vacina6) Cuidados a tomar antes da viagem

Alguns destinos exigem o Certificado Internacional de Vacinação com comprovante da toma da vacina contra a febre amarela ou de outras enfermidades. Para retirá-lo, após a tomada da vacina, peça a emissão do certificado no posto da Anvisa mais próximo, levando o seu passaporte e a carta de vacinação em mãos. Países como África do Sul, Peru e Portugal o pedem; no Panamá, você precisa do certificado mesmo que esteja  em trânsito pelo aeroporto, fazendo conexão com outro país. Portanto, pesquise bem. Verifique também com o seu médico a necessidade de tomar alguns remédios como o da malária, cuja toma deve iniciar antes de partir.
Considere também a necessidade de um seguro de viagens. Os custos médicos num lugar como os Estados Unidos, por exemplo, podem ser altíssimos e quebrar uma perna aí não é sinal de sorte. Vai fazer mergulho de cilindro, cavalgar ou experimentar esportes mais arriscados? Veja se o plano cobre as atividades que você quer fazer. Leia as letrinhas pequenas e todas as especificações do contrato, para não pagar por um serviço que seja inútil num momento de necessidade.
Ative o seu rooming se pretende usar o celular para emergências, mas saiba que os custos para fazer e receber chamadas lá fora são altos. Prefira usar chips locais ou cartões telefônicos. Ative também o seu cartão de crédito para uso internacional junto ao seu banco e faça o câmbio monetário necessário para não entrar no país de mãos abanando. Pense em como vai fazer pagamentos no exterior. Pode valer a pena adquirir um cartão pré-pago Visa Travel Money em dólares ou euros antes de partir, cujas taxas de câmbio são vantajosas.

7) O essencial das malas de viagem
Pronto, agora é só arrumar a mala! Mas muita calma por aqui também: voos internacionais possuem algumas restrições. Na mala de mão, não é permitido carregar líquidos em frascos que excedam 100 ml, mesmo que seja um frasco de 125 ml quase vazio. Objetos cortantes, como corta-unhas e pinça, não estão permitidos, bem como substâncias inflamáveis (sim, a acetona é uma delas...) ou tóxicas. Diversos países, mesmo que em trânsito, obrigam que os líquidos sejam colocados em bolsas transparentes para passar na máquina de raio x, separados do resto da mala.
Nas malas a serem despachadas, identifique-as com o seu nome, número de telefone e endereço, mas não coloque objetos de valor – extravios e furtos acontecem e você não quer sofrer um prejuízo maior. Geralmente, nos voos internacionais é permitido levar um máximo de duas malas de 32 quilos cada, mas esses valores são variáveis. Informe-se junto à companhia aérea, sobretudo se vai fazer escalas em que precisa fazer o check in novamente ou vai usar os serviços de mais de uma companhia aérea, alternando entre voo internacional e doméstico.
Na bagagem de mão, coloque  uma muda pequena de roupa e remédios para dor de cabeça e enjoo, se achar importante. Separe o passaporte original - que deve ser levado num lugar protegido, como um bolso de segurança do casaco ou num cinto porta dinheiro -, das cópias, que deve fazer para emergências.
Quanto ao resto, siga o nosso guia do que levar na mala, que contém uma lista útil.
 

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