Por: Natasha Osório

Não existem lugares ruins para viajar sozinha, mas há destinos mais “fáceis”. Isto é, aqueles que requerem menos planejamento e atenção ao comportamento e dão mais segurança e possibilidade de socializar. Quem quer meditar, já recebeu aqui dicas da Monja Coen. Quem quer paquerar também sabe onde e como ir. E quem quer aproveitar a vida cultural e, talvez, conhecer pessoas na mesma onda? Deve escolher entre estes destinos:

 

 

 

Tailândia
Rota do mochilão: sudeste asiático

(Tailândia, Laos, Vietnã, Camboja, Malásia e Indonésia)

Chamar o sudeste asiático de “rota do mochilão” é injusto, já que a infraestrutura turística por lá está bem mais desenvolvida do que era. Mas é precisamente essa fama de bad boy (do tipo que, no fundo no fundo, é bonzinho, sabe?) que atrai a mulherada viajando sozinha. Prova disso, é que o Vietnã é considerado o destino mais seguro do mundo para mulheres, segundo a companhia de seguros norte-americana Aon – e vocês sabem como os americanos são obcecados pela segurança, certo? Laos e Tailândia são os destinos mais badalados, mas há o risco de pequenos furtos. Fique de olho nos seus pertences. Se quiser arrumar companhia, não se delongue em Bangkok, a capital tailandesa que se parece muito com um “McDonald’s do turismo”. Há muitas famílias, casais, grupos de amigos passando férias – ou seja, ninguém procurando conhecer gente nova. Se mande para o resto do país e aproveite os relaxantes spas. Na Malásia e na Indonésia, use roupas modestas, já que são países predominantemente muçulmanos.

 

Amsterdã
Grandes capitais: Londres, Paris, Nova York Amsterdã, Buenos Aires e Roma

Não é regra, mas normalmente as capitais têm tantas atividades culturais que vão ocupar bastante do seu tempo. Museus, peças de teatro, monumentos, parques, eventos, lojas e outlets, restaurantes estrelados... Tanta coisa que fica difícil escolher! A desvantagem das cidades grandes e cosmopolitas é que conhecer outros viajantes que queiram partilhar a estrada ou uma tarde no museu com você se torna um desafio, pois eles se camuflam no meio da multidão. Para quem quer curtir a própria companhia, isso é ótimo – as mais tímidas se sentirão menos envergonhadas de jantar sozinhas num restaurante cheio e as ruas apinhadas diminuem a probabilidade de você ser alvo de ladrõezinhos especializados em turistas. Mas, se este não é o seu caso, vá em busca de atividades que unam pessoas: tours em bicicleta, aulas de dança ou arte local, albergues que promovam atividades entre os hóspedes ou guias que apenas trabalhem em grupos pequenos.

 

 

Colômbia
Rota inca: do Peru até Colômbia

Entre o Peru, o Equador e a Colômbia, há uma rota palmilhada por milhares de viajantes que já descobriram que os três destinos são bastante amigáveis e com um turismo cada vez mais desenvolvido. Há até uma pequena vila peruana chamada Mancora, perto da fronteira com o Equador, que costumava abrigar um pequeno nicho de surfistas e pessoas em trânsito. Com o tempo, ela se desenvolveu em torno de albergues tão acolhedores que obrigam os viajantes a ficar mais tempo do que o esperado - como o Loki e o The Point que mais parecem resorts para jovens baladeiros. Esses invariavelmente passam por Montañita, a cidade equatoriana costeira cujas praias deixam a desejar, mas o ambiente hippie e descolado atrai turistas de todo o tipo. Se sonha perfazer a trilha do Machu Picchu, mas não tem companhia, não se preocupe: ela é guiada e sempre feita por grupos pequenos. Por ser uma jornada árdua física e espiritualmente, cria-se um ambiente de solidariedade entre os participantes, por isso é perfeita para mulheres que viajam sozinhas. Apenas dois avisos: se mantenha longe das florestas colombianas, que ainda são dominadas pelos rebeldes FARC, e seja educada mas decisiva na hora de cortar os avanços dos equatorianos galanteadores.


Galápagos
Pequenos cruzeiros: Galápagos


Pequenos cruzeiros são ótimos: você acaba conhecendo todo o mundo no barco, a comida tende a ser melhor que nos grandes navios, o guia pode responder a todas as suas perguntas sem ter que apressar e, de quebra, você muda de destino a cada dia. Uma beleza! Há vários lugares com cruzeiros pequenos, mas nos Galápagos o tamanho importa. Os barcos nunca têm mais de 100 passageiros e a maioria tem entre 16 e 32 pessoas, de modo a não afetar o habitat natural das ilhas mais preservadas do mundo. Esta é a melhor opção para quem ama a natureza e observar espécies endêmicas. Solte a nerd que há em você e saiba que os documentários de vida selvagem que você já viu nunca farão justiça ao que você pode testemunhar por lá. Em alguns trechos da viagem o mar é rebelde, por isso leve comprimidos anti-enjoo.

 

 

 

E no Brasil, quais são os melhores lugares para viajar sozinha? Fique sabendo!

Comentários

Tenho 51 anos, e gostaria de viajar sozinha sem estar sozinha,gosto de mar natureza, beleza exóticas,muito sol.
Gostaria de receber algumas dicas econômicas para fazer um roteiro dentro daquilo que eu curto,de preferência pela Europa.

Aguardo retorno

obrigada

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