Irlanda

Por: Ana Paula Lourenço

Uma vez por ano uma ocasião especial nos faz vestir de verde, agarrar nossas canecas de cerveja, colocar um trevo no bolso e celebrar. É o cada vez mais popular St. Patrick’s Day (ou Dia de São Patrício), no dia 17 de março. Originalmente comemorado em honra ao padroeiro da Irlanda, o dia espalhou-se pelo mundo e agora é uma das festividades mais representativas da cultura irlandesa. Se só por isso já podemos nos apaixonar pela Éire, nome do país em irlandês (ou gaélico), vale a pena fazer um passeio por este país de pessoas amistosas.

As paisagens da República da Irlanda oferecem uma visão mágica composta por antigos castelos, campinas verdes e belas falésias. Com uma mitologia riquíssima, proveniente do antigo povo celta que habitava a ilha irlandesa, os irlandeses têm como figuras de adoração os leprechauns, os famosos duendes ruivos vestidos de verde, as feiticeiras e os elfos. Agora, se você é fã de U2, The Cranberries, The Corrs e Bob Geldof, já conhece bem o talento indiscutível que a Irlanda tem no campo musical.

Situada numa ilha ao oeste da Grã Bretanha, a história irlandesa é marcada por forte imigração, sobretudo para os EUA, que começou no século 19 no períoIRAdo da Grande Fome (1845 – 1849). Durante esses anos, um fungo contaminou as batatas, o principal sustento do povo, e, consequentemente, várias pessoas morreram da doença e inanição. Outro motivo que levou à diáspora irlandesa foi a instabilidade gerada pelos conflitos com o Reino Unido, que foi soberano de toda a ilha até a separação entre a Irlanda do Norte, predominantemente protestante, e a República da Irlanda, de maioria católica e independentista.

A luta pela separação começou em 1919, liderado pelo IRA, o Irish Republican Army. Os conflitos duraram várias dezenas de anos, culminando em ataques terroristas por uma facção da IRA, o Provisional Irish Republican Army, e o Bloody Sunday (domingo sangrento), massacre a civis efetuado pelo exército Britânico. Só em 1994, após diversas negociações e a assinatura do Acordo de Belfast, é que as tensões acabaram.

A partir daí, entre 1995 e 2008, a Irlanda usufruiu de uma grande melhoria econômica, e por isso passou a ser conhecida como “Tigre Celta”. Porém, com a implacável crise europeia de 2008, o país sofreu um grande colapso do qual hoje se recupera lentamente.

Crises à parte, esta é uma ótima hora para conhecer a Irlanda, já que a estada se revela bastante econômica. Mais ainda sua capital, principal expoente do país Temple Barpara o mundo: Dublin. Ansiosa para conhecer a terra do escritor James Joyce? Essa cidade, que tem uma história de cerca de mil anos, é famosa pelos seus pubs - que polvilham na cidade, de ponta a ponta! Prepare-se para tomar a famosa cerveja preta Guinness, de sabor forte e textura encorpada, símbolo da paixão do país pela bebida e que ganhou até um museu: o Guinness Storehouse, que conta a sua história.

O principal quarteirão da vida boêmia de Dublin é o Temple, onde fica o pub de mesmo nome, Temple Bar (endereço: 47/48 Temple Bar). Acompanhado pela Guinness, é fundamental provar as ostras e os sanduíches caseiros durante alguma das apresentações de música irlandesa tradicional que acontece neste estabelecimento.

Pulando para os roteiros clássicos, o National Gallery of Ireland possui a mais vasta coleção de obras de arte do país, enquanto o National Museum of Ireland abriga peças pré-históricas e relíquias da Igreja.

Para um bom passeio a pé, Dublin oferece o Phoenix Park, maior parque da cidade, e o Ashtown Castle, castelo medieval aberto para visitações. Às que amam história e arquitetura, a igreja Christ Church é uma boa pedida por manter suas estruturas originais.Opera House, Cork

A charmosa e litorânea Cork, segunda maior cidade da Irlanda e seu coração industrial, é um verdadeiro centro cultural. A lotada agenda artística de Cork pode ser conferida no teatro Cork Opera House  e na galeria Crawford Municipal Art Gallery. Além da vida artística palpitante, a cidade oferece também passeios agradáveis por suas ruas repletas de edifícios antigos à beira-mar.

Partindo para a cidade que inspirou a música “Galway Girl”, de Steve Earle, Galway é uma cidade jovem que conta com muitos pubs e clubes. Busker Brownes (endereço: 563 377, Cross Street), por exemplo, é um bar popular entre os mais jovens. Um dos atrativos da cidade, que ocorre todos os anos, é o Galway Arts Festival, festival de arte que ocorre em julho (datas festivas em 2013: 15 a 28 de julho).

Entre os passeios, é imprescindível visitar a região da Connemara, belíssimo distrito a oeste do Condado de Galway que vale a pena ser visitado de carro para melhor apreciação de suas belezas naturais. Em Connemara, não deixe de visitar a romântica Abadia de Kylemore, um convento de monjas beneditinas que parece esculpido em meio ao verde.

ilha InishmorePegando a balsa em Rossaveal, a 37 quilômetros de Galway, um barco em Doolin, ou voando com a Aer Arann Islands  é possível visitar o arquipélago de Aran, composta por três ilhas situadas na Baía de Galway. Com cerca de mil habitantes, as três ilhas de paisagem pitoresca possuem, também, castelos medievais e fortes de pedra pré-históricos. A maior e mais visitada, a ilha Inishmore, ou ilha Grande. As suas grandes falésias, casas de pedra e paisagens bucólicas são perfeitas para momentos de descontração e paz. É um dos roteiros mais belos de toda a Irlanda, que faz o visitante retornar ao passado.

Não há voos diretos para a Irlanda. É preciso usar companhias aéreas que têm voos com conexão em outras cidades europeias, tais como a Iberia, Air France, a KLM e a British Airways.

 

 

Fotos: Portas coloridas, típicas da Irlanda (primeira imagem). Registro da época do Irish Republican Army, IRA (segunda foto, à direita), Temple Bar (terceira foto, à esquerda). Cork Opera House (terceira imagem, à direita). Ilha Inishmore (última foto, à esquerda).

População: 4,5 milhões (2011)

Capital: Dublin

Moeda: euro (€)

Idioma: inglês e irlandês (ou gaélico)

Fuso horário: +3h, exceto no horário de verão irlandês, em que há +4h de diferença

Clima: temperado oceânico, sem grandes variações de temperatura. Janeiro e fevereiro são os meses mais frios (entre 4 °C e 7 °C) e no verão a temperatura varia entre 14 °C e 16 °C. A precipitação é bem constante: na costa ocidental, chove em média 225 dias por ano. No resto do país, este número desce para 150 dias por ano.

Visto para turismo: não é necessário para permanência de até 90 dias, mas precisa os seguintes documentos: passaporte com validade de 6 meses; prova de meios de subsistência compatível com o período de sua permanência no país; comprovante de reserva de hotel ou de acomodação; passagem de regresso ao Brasil ou de continuidade da viagem para outro país; seguro médico-hospitalar, assegurando-se antes de partir que o referido seguro tem cobertura na Irlanda

Vacina: não é necessária

Emergência: polícia, bombeiros, ambulância 112 ou 999. Embaixada do Brasil em Dublin - endereço: Block 8, Harcourt Centre, Charlotte Way. Telefone: (+353) 1 4756000

Feriados e festas importantes: St. Patrick’s Day (17 de março), Dia do Trabalhador (primeira segunda-feira de maio), St. Stephen’s Day ou Boxing Day (26 de dezembro), além dos dias de descanso nacionais (a primeira segunda-feira de junho e agosto, assim como a última de outubro) e os feriados cristãos

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