Nova Zelândia

Por: Mônica Mantecón

A Nova Zelândia é um fabuloso destino para amantes da natureza e de esportes radicais. Só há um obstáculo a ser vencido: a distância. São no mínimo 20 horas de viagem partindo do Brasil, contando com as paradas obrigatórias, já que não há voo direto para lá. Mas a jornada vale a pena.
 
O pequeno país, com aproximadamente 270 mil quilômetros quadrados (pouco maior que o estado de São Paulo), está dividido em duas ilhas, Sul e Norte, ricas em belezas naturais, como vulcões, geleiras, praias e lagos. Esta característica se entrelaça com a hospitalidade dos kiwis, como são chamados os nativos, por causa de um pássaro endêmico.
 
Os maoris, povo de origem polinésia, foram os primeiros a chegar à Nova Zelândia, em 800 d.C. Chamavam a terra de Aotearoa, que significa “país das longas nuvens brancas”. Em 1642, o explorador holandês Abel Tasman, em uma expedição marítima, descobriu as ilhas e as batizou de Nova Zelândia. Em 1645, as terras passaram a ser administradas e exploradas pela Inglaterra. Porém, essa colonização foi feita em conflito sangrento com os nativos. Foi só em 1840 que os maoris concordaram em assinar o Tratado de Waitangi, no qual eles aceitaram a dominação britânica. Por isso, a cultura neozelandesa é uma mistura dos costumes britânicos e maoris.Península de Coromandel
 
A Nova Zelândia é um dos países mais desenvolvidos do mundo, apesar de ser relativamente novo. O índice de corrupção é praticamente nulo, e os governantes não têm sigilo bancário. Seus salários são equivalentes aos de um professor. As excelentes condições climáticas fazem com que o país se dedique, sobretudo, à exploração da horticultura, indústria pastoril e silvicultura, mas a atual crise financeira do ocidente afetou a nação kiwi, cujo terço do produto interno bruto depende da exportação.
 
A Ilha Norte, que é habitada por três quartos da população, é conhecida pelos verões quentes e pelas belas praias, como a Península de Coromandel, situada na Baía de Plenty. A glamorosa cidade de Tauranga e a região de férias preferida dos neo-zelandeses, Monte Maunganui, também fazem parte da baía e devem ser incluídos no roteiro de viagem.
 
No centro da Ilha Norte está o vulcão Ruapehu, em Turoa Whakapapa, onde os esportes de inverno tomam conta. A região também abriga dois parques, o Parque Nacional de Tongariro, que possui vulcões ativos e o National Whanganui Park, com diversas atividades como trilhas, canoagem e a prática de mountain bike à beira do rio Whanganui.
 
A parte centrSky Jumpal da Ilha Norte possui uma paisagem deslumbrante, cenário de inúmeros filmes. O Senhor dos Anéis e O Hobbit foram gravados na região de Waikato, onde é possível visitar Hobbiton, a vila dos pequenos seres do filme, localizada em Matamata. Saiba mais sobre este lugar lendo a reportagem especial de Cíntia Dabés Serretti para a Mulher Viajante.
 
Auckland é a cidade mais populosa de toda a Nova Zelândia, concentrando um terço da população do país. É repleta de bares, cassinos e uma vida noturna agitada, principalmente na região beira-mar de Prince’s Wharf. A sede mundial da regata America’s Cup é fã dos barcos, e por isso é conhecida como “A Cidade das Velas”. Sentar num restaurante admirando a frota neo-zelandesa é a pedida. O site Wr2eat dá dicas de restaurantes em Auckland, sendo possível selecionar por preço e tipo de cozinha.
 
A cidade também conta com praias e cerca de 50 vulcões inativos, proporcionando bons passeios contemplativos. Mas um dos principais pontos turísticos de Auckland é a Sky Tower, uma torre com 328 metros de altura. Possui um elevador panorâmico com visão para toda a cidade. E, pasme, dá para saltar de lá! É o famoso Sky Jump, onde as viajantes mais corajosas saltam de 192 metros de altura! Mas já falaremos mais sobre esta veia radical neo-zelandesa...Wellington
 
A capital do país, Wellington, foi construída em volta da Baía de Port Nicholson, o que deixa a pequena cidade com um visual encantador. A zona portuária da capital é a área mais movimentada, com muito comércio, bares e restaurantes. A baía de Palliser, ao sudeste de Wellington, atrai surfistas do mundo todo em busca das grandes ondas.
 
O passeio de três horas no ferry que liga Wellington a Picto, na Ilha Sul, é imperdível, já que o cenário é de tirar o fôlego. Ele atravessa o estreito de Cook, nome dado em homenagem ao ilustre capitão inglês James Cook. Apesar das águas deste local serem consideradas as mais perigosas do mundo, não há motivo para alarme.
 
Ainda na Ilha Sul, Queenstown é conhecida por ser a capital mundial dos esportes radicais. No cardápio não falta adrenalina: pular de paraquedas, bungee jump, paraglider, zorb (uma espécie de bola gigante, transparente, que leva uma ou duas pessoas dentro e é lançada ladeira abaixo), entre outros. O salto da ponte Kawarau tornou-se um ritual de passagem entre os viajantes. Há empresas propondo atividades radicais em cada esquina, praticamente. Uma opção é o Bungy Jump, a empresa assinada pelo kiwi A.J. Hackett, o pionChristchurcheiro que popularizou o bungee.
 
Fora a adrenalina, a cidade nos proporciona charmosas vistas, pois está localizada a beira do Lago Wakatipu. E, por ser pequena, dá para atravessar Queenstown a pé.
 
Na cidade de Christchurch a trilha sonora é a cacofonia das máquinas em trabalho, ainda reconstruindo os estragos do terremoto de 2011, que atingiu 7.1 graus de magnitude e matou 185 pessoas. Grande parte das ruas do centro está vedada aos visitantes, já que a chamada “red zone” (zona vermelha) ainda é perigosa para as desavisadas. A famosa Catedral de Christchurch, que foi quase destruída, é um dos monumentos fechados ao público. Por agora, um dos poucos lugares que permanece aberto e merece ser visitado é o jardim botânico, localizado próximo ao rio Avon. Se viajar com crianças, aproveite: pequenos entram de graça nas gôndolas do jardim botânico até 6 de maio, para celebrar a reabertura da atração (25 de março). Há também românticos passeios de chalana, uma espécie de canoa achatada, no rio Avon.
 
Christchurch, é uma das cidades que acolhe estudantes estrangeiros, assim como Auckland e Wellington, desde que a Nova Zelândia se tornou um dos principais destinos de intercâmbio do mundo.Christchurch
 
Para as viajantes que querem apreciar boa comida, uma ótima pedida é o hangi, um cozido de carne, marisco, mandioca, milho e vegetais cozidos em pedras quentes na terra, típico da cozinha maori. Já para quem aprecia bons vinhos, a resposta é a produção neozelandesa de Sauvignon Blanc e os tintos Merlots e Cabernet Sauvignons. De outra forma, a gastronomia não se diferencia muito da britânica. Pratos como carne de cordeiro, o fish and chips (peixe frito e batata frita) e a torta de carne são os principais itens do cardápio.

A melhor opção para se locomover na Nova Zelândia é utilizando carro. As estradas têm excelentes condições e, como o país é pequeno, dá para viajar tranquilamente de uma cidade à outra. Não se esqueça de que no país os carros são de mão inglesa, ou seja, a direção é do lado direito e você dirige pela esquerda da via.

Outra maneira é utilizar o trem; porém as linhas férreas não cobrem todas as cidades, apenas algumas rotas. A principal companhia de trem é a Tranz Scenic.
 
Para chegar à Nova Zelândia, não há voos diretos do Brasil. O jeito é utilizar rotas com escalas. A Aerolíneas Argentinas tem saídas de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre com chegada em Auckland e parada em Buenos Aires. O mesmo destino, pela LAN, faz conexão no Chile, e pela Emirates faz escala em Dubai. Esta última também tem chegadas em Christchurch.
 
Outra possibilidades, bastante mais demorada, é passar pelos EUA, com voos da United Airlines que partem de São Paulo e Rio de Janeiro para Washington, e de lá fazer conexão em São Francisco para, finalmente, chegar em Auckland.
 
Ou então sair de São Paulo com a South African Airways e viajar até Sidney, (com conexão na África do Sul), e daí pegar um dos vários voos para a Nova Zelândia oferecidos pela Qantas, Virgin Austrália ou a Air New Zealand.

Fotos: Ilha Sul (primeira imagem). Península de Coromandel (segunda foto, à direita), Sky Jump em Auckland (terceira foto, à esquerda). Wellington (terceira imagem, à direita). Ponte Kawarau em Queenstown (quarta foto, à esquerda). Christchurch (última foto, à direita).

População: 4.4 milhões de habitantes

Capital: Wellington

Moeda: dólar da Nova Zelândia  


Idioma: inglês e maori

Fuso horário: +15 horas em relação a Brasília

Vacina: não é necessária

Clima: temperado no sul e subtropical no norte. No verão, a temperatura média varia entre 20 ºC e 30 ºC e, no inverno, entre 10 ºC e 15 ºC

Visto para turismo: não é necessário no caso de permanência de até 90 dias

Emergência: polícia, ambulância e bombeiros 111 – Embaixada do Brasil em Wellington - Level 9, Deloitte House10, Brandon Street, Wellington 6011 - consular@brazil.org.nz

Festas e eventos importantes: Ano Novo (1 de janeiro), Dia do Waitangi – fundação da Nova Zelândia (6 de fevereiro), Dia das Forças Armadas da Austrália e Nova Zelândia (25 de abril), Aniversário da Rainha (7 de junho), Dia do Trabalhador (25 de outubro) e feriados cristãos

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