Maldivas

Por: Mônica Mantecón e Natasha Sá Osório

Cercadas pela água cristalina do oceano Índico estão as ilhas Maldivas, arquipélago de 1.190 ilhas divididas por 26 grupos de formação coralínea (atóis), repletas de belezas naturais. 

Localizadas no sudeste da Índia e do Sri Lanka, eram governadas por um sultão e protegidas pelos britânicos até se transformarem numa república independente em 1965. Apesar de ser novo, o país cresce em infraestrutura, principalmente na área de turismo, que ocupa um terço do produto interno bruto, e pesca.

Vale lembrar que o tsunami que atingiu o oceano Índico em 2004, originado em Sumatra, Indonésia, também chegou às Maldivas e assolou muitas ilhas, deixando mais de 15 mil desabrigados. Os danos deixados pela tragédia ainda são visíveis em alguns locais, mas isso não desacelerou o crescimento do número de visitantes e a indústria turística tratou de se reconstruir rapidamente.

Cerca de 98% da população é muçulmana sunita, proveniente de várias culturas, principalmente indiana, árabe e cingalesa, pela proximidade destes países e colonização das ilhas. Malé

Malé é a capital e a cidade mais populosa do país, onde vivem cerca de 100 mil pessoas em meros 1,77 quilômetros quadrados. Não à toa é considerada a ilha mais povoada do mundo. É possível passear a pé na ilha e conhecer a Mesquita Hukuru Miskyi, que foi construída com corais em 1656 e tem um minarete de onde partem os cinco chamamentos para a oração muçulmana, e, logo em frente, o Palácio do Sultão, ou Palácio Mulee Aage, que hoje é propriedade do Estado e residência oficial do presidente Mohammed Waheed Hassan Manik. O Centro Islâmico é a joia da ilha pela beleza da Grande Mesquita, com seu minarete e cúpula dourada. Para entrar, é preciso ter os ombros e as pernas cobertas, e tirar os sapatos. Descontraia na Praça da República, ou Jumhooree Maidan, e dê um passeio na rua de lojas Majeedhee Magu, para comprar lenços coloridos, bolsas e perfumes, ou no pitoresco e animado mercado de peixe, onde a mercadoria é amontoada no chão.

O Atol de Addu é o segundo local mais populoso de Maldivas, onde vivem cerca de 28 mil pessoas. Possui sete ilhas e se destaca pela conservação da beleza natural. Outro atrativo são as bases militares britânicas, que foram feitas para a Segunda Guerra Mundial, em 1956.

Maldivas são sinônimos de esportes aquáticos. Mergulho, wind surf, stand up paddle (remo em cima da prancha), caiaques, snorkeling, esqui aquático e pesca são algumas das opções mais populares. Em destaque está o surf, prática da qual o país é sede de campeonatos. O melhor período para surfar nas Maldivas é Mulher mergulhandoentre abril e outubro, sendo que junho e julho têm as maiores ondas. A maior parte dos resorts oferece estas atividades sem nenhum custo adicional ao hóspede.

Aliás, no que se refere a hospedagem, opções não faltam: são mais de 100 resorts e hotéis, mas prepare-se para encarar preços salgados.

Recentemente, foram divulgados planos para construir um hotel numa ilha artificial em formato de estrela, o Hotel e Centro de Convenções Greenstar, que terá um campo de golfe flutuante, e também um empreendimento de 43 ilhas artificiais privadas, que podem ser moldadas de acordo com a vontade do proprietário. Estes projetos, denominados “As 5 Lagoas”, já têm casas flutuantes em formato de flor à venda.

Os resorts com bangalôs que ficam no meio do mar são os que mais atraem viajantes de todo o mundo, principalmente casais em lua de mel. Geralmente, este tipo de hospedagem ocupa toda uma ilha do país. O hotel W. Retreat e Spa oferece piscinas privativas em cada quarto e passeios de barco para outras ilhas e atóis não habitados. Já o hotel Conrad Maldives Rangali Island tem uma incrível atração: um restaurante situado a cinco metros abaixo do mar, cercado por recifes de corais. Se uma refeição não basta, o hotel também oferece uma suíte subaquática.

Para as viajantes que querem comer bem, a culinária maldiva é uma ótima pedida. Composta sobretudo de peixe, Conrad Maldives Rangali Islandespecialmente o atum, a comida do país mistura um pouco da gastronomia indiana, com temperos fortes e picantes. Experimente o prato mas huni, que é peixe defumado desfiado com coco ralado e cebolas, servido no café da manhã, e também kulhi borkibaa, uma espécie de bolo de peixe picante. Os resorts oferecem pratos do mundo inteiro em seus restaurantes, mas vale a pena experimentar a culinária local.

Para circular nas ilhas Maldivas há três opções: viajar de ferry (a opção mais barata), de barco ou de hidrotáxi, um avião que pousa na água. A companhia que comanda o hidrotaxi é a Air taxi, e os transportes marinhos é a MTCC. Geralmente, os próprios hotéis custeiam o transporte de seus hospedes desde o aeroporto.

Para chegar nas Maldivas, saiba que há apenas um aeroporto internacional, o Ibrahim Nasir, que fica na ilha de Hulhule, próximo a Malé. Porém, não recebe voos diretos do Brasil. O melhor modo de chegar é fazendo escala em Dubai, nos Emirados Árabes, que tem voos partindo de São Paulo e Rio de Janeiro com Emirates.

Fotos: Maldivas (primeira imagem). Malé (segunda foto, à direita), Mulher mergulhando nas Ilhas Maldivas (terceira foto, à esquerda). Conrad Maldives Rangali Island (última foto, à direita).

População: 390 mil habitantes

Capital: Malé

Moeda: rufia, mas é aceito o dólar americano; por lei, os hotéis  e resorts devem cobrar em dólar

Idioma: divehi (o mesmo que maldívio ou maldivense); o inglês é bastante falado

Fuso horário: + 5 em relação a Brasília   

Clima: tropical úmido. O país tem clima quente o ano todo, pois é localizado bem na linha do Equador. A temperatura média é de 23 °C ao longo do ano. Ou seja, qualquer época é boa para aproveitar as ilhas rodeadas de areia branca

Visto para turismo: o visto de 30 dias é entregue à entrada do país, bastando apresentar o passaporte e o certificado Internacional de vacinas

Vacina: febre amarela, tomada com 10 dias de antecedência da viagem. Recomenda-se levar repelente e anti-histamínico

Emergência: ambulância 102, polícia 110 e bombeiros 119

Feriados:  Ano Novo (1 de janeiro), Dia do trabalhador (1 de maio), Independência das Maldivas (26 de julho), festa da Vitória (3 de novembro), Dia da república (11 de novembro)  e  feriados islâmicos

Dica esperta: a maioria das lojas fecha durante 15 minutos cinco vezes por dia, nos momentos de reza

Comentários

Infelizmente um texto mal escrito sobre um lugar maravilhoso. Só deixo como crítica o meu pesar sobre o jornalismo brasileiro que esta cada vez mais sucateado, bom para continuar cultivando um povo que vive na ignorância.

Olá,
Aceitamos as suas crítica porque todos temos direito a opinião, embora não a partilhamos. Há bom jornalismo e mau jornalismo no nosso país, tal como no resto do mundo. O texto foi elaborado com as informações que um visitante pode querer saber antes de optar por um destino de viagem. Prezamos pela qualidade de conteúdo e as nossas matérias são elaboradas de forma consciente e profissional. Esperamos que encontre noutros textos algo que você goste.
Mulher Viajante

Comentar

Plain text

  • Nenhuma tag HTML permitida.
  • Endereços de páginas de internet e emails viram links automaticamente.
  • Quebras de linhas e parágrafos são feitos automaticamente.

Filtered HTML

  • Endereços de páginas de internet e emails viram links automaticamente.
  • Tags HTML permitidas: <a> <em> <strong> <cite> <blockquote> <code> <ul> <ol> <li> <dl> <dt> <dd> <p> <iframe>
  • Quebras de linhas e parágrafos são feitos automaticamente.

Gmap

  • Insert Google Map macro.