Suíça

 Por: Mônica Mantecón e Natasha Sá Osório

Localizada bem no meio da Europa, a Suíça tem fronteira com a Alemanha, França, Itália e Áustria. Não faz parte da União Europeia, mas arruma sempre um jeito de se manter neutral perante o cenário político do mundo.

Além do sistema bancário sigiloso e os famosos canivetes, a suíça prima pelos relógios elegantes. Marcas como Patek Philippe, que exibe peças raras, e a Vecheron Constantin, com 235 anos de tradição, levam ao mundo a arte suíça.

Por isso mesmo, num roteiro pela cidade de Zurique, o centro econômico do país, não pode faltar a visita à igreja de São Pedro, que exibe o maior mostrador europeu. A impressionante construção do século 13 é também a mais antiga da cidade. Daí, atravessando o rio Lindenhof pela ponte Münsterbrücke, é fácil chegar à grandiosa Catedral Grossmunster, famosa pelas suas torres gêmeas. Ainda a pé, vale conhecer o Kunsthaus Zurich, museu que exibe cerca de 90 obras de Marc Chagall, mostrando o seu trabalho anterior à dedicação ao avant garde. Um pouco mais longe está o Museu Nacional, que faz parte do conjunto de três expositores espalhados pelo país (Zurique, Schwyz e Prangins) que mostram peças de arte de valor patriótico. Aprecie a vista da cidade no morro Lindenhof e a abundância de verde no Jardim Botânico. Tome especial atenção na rua Langstrasse, o bairro da luz vermelha suíça, porque pode ser um tanto perigosa.Berna

Berna, a capital do país, foi fundada no final do século 12. Banhada pelo rio Aare, a sua arquitetura medieval deslumbrante e bem preservada lhe concedeu o estatuto de Patrimônio Cultural pela UNESCO. As maiores atrações podem ser visitadas a pé, pois ficam no coração da cidade. Em destaque está o relógio Zytglogge, que representa o antigo e o moderno, pois foi feito em 1530, mas os bonecos eletrônicos que o enfeitam movem-se ao marcar a hora, encantando crianças e adultos igualmente. Visite também a Catedral de Berna. Construída no século 15 em estilo gótico, impressiona, sobretudo, pela arte esculpida na pedra da portaria, que representa o juízo final.

Genebra tem um dos maiores índices de desenvolvimento do planeta, é a sede europeia das nações unidas e da Organização Mundial da Saúde. Por isso é conhecida como a “capital da paz” e é das cidades mais visitadas do país. Lá está a Organização Europeia Para a Pesquisa Nuclear (CERN), que se tornou especialmente famosa pelos livros de Dan Brown. A visita ao CERN é guiada e vale a pena.

 GenebraEmbora tenha que encarar pequenas subidas, ande a pé ou pedale usando as bicicletas gratuitas do esquema Genève Roule. Comece o passeio na praça Bourg-Saint-Pierre, onde está a Catedral de São Pierre, construída originalmente no século 12 pela igreja católica mas, após renovações durante o século 16, se transformou no mais importante edifício protestante de Genebra. Aliás, há um impressionante monumento dedicado à reforma da igreja. O “muro da reforma”, localizado na Promenade des Bastions, tem traços austeros e estátuas das figuras históricas João Calvino e Theodore Beza, entre outros.

Pensar na Suíça é pensar nos vales verdejantes e nas estâncias de ski dos Alpes, cujo ponto mais alto é o Pico Dufour, a 4.634 metros. Verbier tem as pistas mais avançadas para quem leva esportes de neve a sério; Saas-Fee e Wengen são vilarejos com românticos chalés de madeira e ruazinhas de pedra; St. Moritz oferece glamour e boutiques de joias; Lucerna tem vistas únicas a partir do seu novo teleférico CabriO, de dois andares, em que o de cima é a céu aberto – são seis minutos de pura emoção. Dali sai o Wilhelm Tell Express, um percurso efetuado por barco a vapor e trem panorâmico que percorre desde o centro do país até Lugano, mostrando as visões mais deslumbrantes do país.  Jungfraujoch

Mas é a partir da estação de trem Jungfraujoch que surge a melhor paisagem dos Alpes, a 3.454 metros de altura. A estação dá acesso direto à maior geleira da cordilheira, a Aletsch, e ao Palácio de Gelo, a mais alta construção desse tipo do mundo. Os túneis escarpados estão repletos de esculturas de gelo; leve agasalho, pois a temperatura aí chega a marcos negativos.

Toda a viajante deve experimentar a culinária tradicional e neste caso o sacrifício vai ser mínimo. No café da manhã, experimente o muesli, que é oriundo deste país. Nas outras refeições, saiba que a culinária suíça mescla a alemã, a francesa e a italiana. O chucrute alemão e o rippli (costela de porco servida com bacon, feijão e batatas) são bem servidos. E, claro, não saia sem provar a sobremesa! O chocolate suíço rivaliza o belga e faz parte da tradição do país, que produz o doce desde o século 17. O povo de lá não tem medo de ser feliz e consome aproximadamente 6,5 quilos de chocolate por ano, sendo campeões da gula. A marca Lindt é uma das mais comercializadas, vendida no Brasil também, mas vale a pena visitar as casas de fabricação artesanal. A confeitaria Sprüngli, fundada em 1836 em Zurique, é considerada por muitos a melhor do mundo. Lá você encontra chocolates finos, bombons trufados, macarons e outros pecados divinos.

As chocólatras vão curtir o passeio no “trem de chocolate”.  O trem de 1915 em estilo belle époque e com janelas panorâmicas sai da cidade de Montreux para Broc, onde está localizada a fábrica de chocolate CaillQueijo Gruyereer. O passeio inclui provas de diferentes sabores, dura aproximadamente cinco horas e custa 99 francos suíços (aproximadamente R$ 210).

O tour dá uma parada em Gruyères, terra dos famosos queijos homônimos de sabor forte que são uma especialidade do país.

Na sua visita, não deixe de provar também o Apenzeller, queijo de paladar intenso e gorduroso, e o kaseschnitte, prato típico feito com pão embebido no vinho branco coberto de queijo derretido. O fondue de queijo é bastante popular.

O modo mais fácil de circular na Suíça é utilizando o trem. A malha ferroviária do país é rápida e eficiente e fica perto dos principais pontos turísticos. O Swiss Pass é prático porque dá acesso a trens, barcos e ônibus. As ruas históricas são exclusivas para pedestres, por isso não vale a pena alugar carro se for para andar dentro das cidades. Prefira caminhar.

A companhia aérea Swiss  tem voos diretos de São Paulo a Zurique. Já a Air France, a British Airways, a Ibéria e a TAP  têm voos com escala em Paris, Londres, Madri e Lisboa, com destino a Zurique. 

Fotos: Zurique (primeira imagem). Berna (segunda foto, à direita). Genebra (terceira foto, à esquerda). Jungfraujoch (terceira imagem, à direita). Queijo Gruyére (última foto, à esquerda).

População: 8 milhões de habitantes

Capital: Berna

Moeda: franco suíço

Idioma: francês, alemão, italiano e romanche

Fuso horário: +5h em relação a Brasília durante o inverno do hemisfério sul e +3 durante o verão

Clima: temperado e alpino, sofrendo bastante variações e microclimas. Há maior precipitação no sul e ocidente. De um modo geral, no inverno as temperaturas oscilam entre -2 ºC e 7 ºC, podendo em certas regiões atingir temperaturas bem inferiores. É a época ideal para quem pretende praticar esportes de neve. No verão, as temperaturas são amenas, variando entre 18 ºC e 28 ºC.

Visto para turismo: não é necessário no caso de permanência de até 90 dias, mas vigora o Tratado Schengen

Vacina: não é necessária

Emergência: polícia 117, bombeiros 118 e ambulância 144

Feriados e festas importantes: Ano Novo (1° de janeiro), Dia da Ascensão (variável), Dia Nacional (1° de agosto), Boxing Day (26 de dezembro) e feriados cristãos

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