África do Sul

 

Por: Stéphanie Boccomino e Natasha Sá Osório

Aventure-se nos safáris pelos parques e observe de perto a beleza de animais selvagens em seus habitats naturais. Faça caminhadas por montanhas, cavernas e florestas, ou até mesmo um tour pela rota de vinhos. A África do Sul possui paisagens naturais e praias exuberantes que dão fotografias memoráveis.

O país tem uma vasta diversidade cultural, racial e religiosa, resultado da história que mesclou as tribos nativas Khoisan aos holandeses e, mais tarde, aos ingleses, que colonizaram as terras. A independência do país foi instaurada em 1910, consolidando a sua população multiétnica. Mas a história do país foi manchada pelo regime de segregação racial Apartheid, entre 1948 e 1994. Este violento período terminou com a primeira eleição democrática no país, vencida pelo Congresso Nacional Africano, liderado pelo ativista contra o Apartheid, Nelson Mandela, o primeiro presidente negro. Hoje, o país continua dando passos vagarosos para unir o seu povo.

A África do Sul é dividida em nove províncias e três capitais. A Cidade do Cabo é a capital legislativa e a maior em sua extensão. Bloemfontein, aCidade do Cabo capital judicial, é a sexta maior cidade. E Pretória, capital administrativa, está localizada na província de Gauteng de maior densidade populacional e a mais afluente. É também nessa província onde se encontra Joanesburgo, que costuma ser a porta de entrada da região, já que é para lá que saem os voos diretos desde o Brasil.

A África do Sul está entre os 30 países mais visitados do mundo. O carro-chefe do turismo sul-africano são os safáris nas reservas naturais, onde é possível avistar animais no seu habitat natural. Os chamados game lodges ou game reserves oferecem passeios com guias por algumas horas. Safáris em lombo de elefantes (elephant rides) são uma boa opção e podem ser encontrados nos parques Addo Park, Camp Jabulani e o Elephant Sanctuary, todos destinados à criação de elefantes. No entanto, o Kruger National Park é o destino mais popular. É o maior parque nacional do país, com 20 mil quilômetros quadrados, e um verdadeiro santuário da vida selvagem africana, somando 500 espécies de aves e 147 de mamíferos. Foi criado em 1898 e se localiza nas províncias de Limpopo e Mpumalanga, ao norte do país, na divisa com Moçambique e Zimbábue. Passeios a pé ou de jipe 4x4 são feitos diariamente, e os rangers do parque ajudam a encontrar os Big Five, os cinco mamíferos mais perigosos e, por isso, os mais procurados: leão, elefante, leopardo, rinoceronte e búfalo-africano.

Western Cape é a província que se localiza no extremo sul do continente e é a mais visitada pelos turistas, seja pelos torneios de ciclismo em Cave CongoHout Bay, pelos tours nas vinícolas do sul, ou a visita às caves Congo, em Klein Karoo. A mesma região oferece um passeio inusitado: uma visita às fazendas de avestruz, onde é possível montar um deles ou ver corridas do animal.

A Cidade do Cabo, na província de Western Cape, é um dos destinos mais graciosos e atraentes, considerado a “cidade mãe” do sul do continente africano. É chamada de Cape Town, em inglês, e Kaapstad, em africâner, língua originada pelos holandeses e falada pela maioria dos brancos e mestiços sul-africanos.

Foi fundada em 1652 pela frota marinha holandesa liderada por Jan van Riebeeck, como um entreposto comercial na rota do oriente. Em 1814, foi tomada pelos britânicos.

O seu porto natural é cartão postal da cidade, assim como a Baía da Mesa, um dos destinos turísticos mais populares da cidade, e a Tábua do Cabo (Table Mountain), um complexo de montanhas com cume plano que dominam a paisagem da Cidade do Cabo. Há mais de 500 trilhas para percorrer neste espaço, mas também se pode chegar ao topo através do teleférico. Um piquenique é a pedida para apreciar a vista do topo.

À passagem para visitar outros destinos, tente deixar no mínimo algumas horas para conhecer Joanesburgo, a maior cidade do país. Fundada durante a corrida do ouro em 1886, é uma cidade de contrastes entre a elite da sociedade e a população menos afortunada, que vive emJoanesburgo condições precárias, evidenciando uma realidade que é generalizada por todo o país. Essas diferenças sociais, numa metrópole que é berço de mais de cinco milhões de habitantes, resultam em altos índices de criminalidade que afastam os turistas. Esconda os objetos de valor, perfaça caminhos indicados pelos guias turísticos e funcionários do hotel e evite andar na rua à noite. Seguindo estas dicas, você poderá aproveitar os atrativos desta cidade cosmopolita que é o grande centro financeiro do país.

Joburg ou Jozi, como muitos sul-africanos preferem chamar, oferece uma vida cultural intensa e vários shoppings. O complexo de lojas Sandton City e Nelson Mandela Square, além do comércio pulsante, tem restaurantes badalados, onde carne de crocodilo é a pedida. As que procuram artesanato local e joias africanas, devem dirigir-se ao mercado  Bruma Lake Flea.

Não deixe de visitar Soweto em Joanesburgo, um bairro com casinhas humildes, de telhados coloridos, construídas na época do Apartheid para a população negra. Na rua Vilakazi moravam Nelson Mandela e o Arcebispo Desmond Tutu, também ele um lutador contra o Apartheid. Ambos receberam o Prêmio Nobel da Paz. O bairro foi palco do maior protesto estudantil contra a supremacia branca, que pretendia instaurar o inglês e o africâner como idiomas oficiais nas escolas. Atualmente, Soweto tem recebido investimentos para melhorar sua infraestrutura e tem recebido milhares de visitantes todos os anos. Não deixe taMuseu do Apartheidmbém de conhecer o Museu do Apartheid, que expõe os conflitos gerados na época da segregação, e a praça Walter Sisilu, criada em homenagem ao ativista homônimo.

Pretória localiza-se na província de Gauteng, a 60 quilômetros de Joanesburgo. Fundada em 1855, a cidade é marcada por uma notável influência europeia, com arquitetura em estilo clássico vitoriano e avenidas com jacarandás. A natureza é bastante apreciada em Pretória, por isso a cidade possui diversos parques naturais, como o jardim botânico, o jardim zoológico - onde é possível acampar à noite, nos finais de semana -, e a reserva natural de Wonderboom, que protege uma gigantesca figueira milenar. 

A praça Old Church Square é o centro histórico da cidade, rodeado de edifícios institucionais, como o belo Palácio da Justiça. No centro da praça se encontra um monumento em honra ao presidente Paul Kruger, líder de resistência contra o domínio britânico no país.

A culinária sul-africana recebeu influência dos britânicos, holandeses e dos povos nativos da pré-colonização (khosai, xhosa e sotho), tendo como base a carne de vaca, frango ou porco. Há como tradição um evento social chamado de Braai, espécie de churrasco onde os homens preparam diversos tipos de carnes e embutidos, enquanto as mulheres cuidam das saladas e fazem as sobremesas. O Bitong também é comum no país, uma espécie de bife de carne seca apimentado, muitreservao consumido, tradicionalmente, ao assistir jogos esportivos.

Os sul-africanos são grandes apreciadores de esportes, sendo o rugby, o críquete  e o surf muito praticados no país. O futebol passou a ganhar prestígio e popularidade depois que o país foi sede da Copa em 2010.

Para circular no país, a infraestrutura de transportes públicos é excelente, com estradas em boas condições. Na África do Sul dirige-se no sentido da mão inglesa, por isso alugue carro apenas se sentir que não terá dificuldade. A carteira de motorista brasileira não é válida, sendo preciso solicitar um certificado de habilitação internacional antes de viajar. As distâncias entre as cidades são grandes, por isso pode valer a pena tomar voos domésticos. A Transnet é a empresa oficial das ferrovias sul-africanas, que liga as principais cidades do país. Os trens são lentos e antigos, mas confortáveis. Há três tipos de ônibus no pais: os translux (de maior conforto), os transtate, e os Baz Buz, um serviço turístico que passa nas principais cidades.

Para chegar lá, A South African Airways tem voos diretos de São Paulo para Joanesburgo. O Aeroporto Internacional de Johannesburg é o maior da África do Sul e recebe em torno de 45 linhas aéreas dos cinco continentes. A Cidade do Cabo fica a duas horas de voo de Joanesburgo.

Fotos: Sáfari (primeira imagem). Cidade do Cabo (segunda foto, à direita). Caves Congo (terceira imagem, à esquerda). Joanesburgo (quarta foto, à direita). Museu do Apertheid (quinta foto, à esquerda). Wonderboom (última imagem).

População: 50,59 milhões (2011)

Capitais: Cidade do Cabo (capital legislativa), Bloemfontein (judicial) e Pretória (administrativa)

Moeda: rand (R)

Idioma: há 11 idiomas oficiais - inglês (o mais usado), africanêr (falado sobretudo entre os descendentes de holandeses), Zulu, Xhosa,   Ndebele, Sotho, Sotho do Norte, Swazi, Tswana, Tsonga e Venda

Fuso Horário: +5h em relação a Brasília

Clima: predominantemente semiárido, porém encontramos clima subtropical na costa oriental e mediterrânico no extremo sul. Entre maio e agosto as temperaturas máximas são de 23 ºC e, portanto, ideais para fazer safáris. No verão (novembro a março) há muita precipitação e as temperaturas podem chegar até 40 ºC nos arredores de Kruger Park, mas é a época de procriação dos animais

Visto para turismo: não é necessário para permanência até 90 dias (turismo e/ou negócios). É preciso apresentar o passaporte com validade de até um mês após a data de retorno ao Brasil, com pelo menos duas páginas em branco, e apresentar o Certificado Internacional da Vacina (CIV)

Vacina: febre amarela (exigida à entrada do país), deve ser tomada pelo menos 10 dias antes do embarque. As seguintes vacinas não são obrigatórias, mas são recomendadas: hepatite A, hepatite B, raiva e tifoide, tétano, difteria e sarampo

Dicas espertas: não ande com objetos de valor e passaportes nas ruas. Deixe seus bens no cofre do hotel. Não compre ouro de vendedores de rua, pois são falsificados ou roubados. Não aceite caronas

Emergência: 10111 ou 112. Emergência médica: 10177. Consulado do Brasil na Cidade do Cabo: 22 Riebeek Street, Triangle House - 21st Floor. Tel.: (00xx27) 21 421-4040/1/2 ou 021 421-4040/1/2 para ligações locais

Festas e eventos importantes: Ano Novo (1 de janeiro), Dia dos Direitos Humanos (21 de março), Dia da Liberdade, marca as primeiras eleições livres após o Apartheid (27 de abril), Dia do Trabalhador (1 de março), Dia da Juventude, comemora o grande protesto estudantil em Soweto (16 de junho), Dia Nacional da Mulher (9 de agosto), Dia da Hereditariedade, celebra a diversidade cultural e étnica no país (24 de setembro), Dia da Reconciliação (16 de Dezembro), Dia da Boa Vontade (26 de dezembro) e principais feriados cristãos

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