Tailândia

Por: Stéphanie Boccomino

A campeã do turismo no sudeste asiático é o destino dos sonhos: fascina a todos pela sua rica cultura, pelas praias paradisíacas ao sul, pela diversidade de sabores orientais da típica gastronomia thai e pela simpatia do seu povo cativante e acolhedor.

O país proporciona à visitante uma verdadeira mistura de sensações, cores, sabores e cheiros, bombardeadas de forma intensa e distinta da que estamos acostumadas no mundo ocidental. Além disso, é possível presenciar a cultura do novo, marcado pela inovação e pela modernidade em sua capital, Bangkok, uma das metrópoles mais fascinantes do mundo, que mescla templos centenários com arranha céus e luzes néon das áreas comerciais.

O lema nacional espelha a atitude relaxada dos tailandeses: “Sanuk, Sabai e Saduak”, que, traduzido, significa “seja feliz, fique tranquilo, contente-se com aquilo que a vida te oferece”. A cultura nacional é marcada pela prática do budismo, a principal religião. O país conta com mais de 17 mil templos e 130 mil monges budistas. O ingresso na infância em mosteiros, ou wat, que funcionam como escolas, é considerado uma tradição e honra.

Ao norte do país, a espiritualidade se sobressai em cidades sagradas como Ayutthaya, hoje patrimônio da humanidade pela Unesco, e nos templos de Chiang Mai, centro culturAyutthayaal da Tailândia. Todos os anos, pessoas de diversas partes do país chegam para celebrar o Festival das Luzes na cidade, que transforma os céus com as luzes dos balões e transforma o rio Ping, onde pequenos barquinhos decorativos e guirlandas de flores carregam velas. Muralhas antigas abraçam o coração da cidade, protegendo um verdadeiro labirinto de mercados, ruelas e belos templos. Mesmo assim, Chiang Mai tem um “quê” de modernidade na eficiência de seus serviços e comodidade. Os arredores da antiga capital religiosa contam com magníficos jardins, aldeias tribais de montanha, belezas naturais como cascatas, grutas e colinas e até mesmo passeios em elefantes na selva. Vale visitar a colina Doi Suthep, que culmina num impressionante templo dourado e tem vistas estonteantes. Não deixe de comprar os melhores produtos da região: porcelanas esverdeadas, madeira esculpida, baixelas em prata, laca, seda e algodão, além de objetos decorativos.

Ayutthaya foi fundada em 1350 e o que resta do local são magníficas ruínas de templos e palácios reais. Através de seu centro histórico, é possível viajar no tempo, conhecendo épocas de intenso esplendor da cidade. Os Museus Nacionais Chao Sam Phraya e Chan Kasem abrigam as memórias de cerca de 33 reinos sucessivos e expõe os tesouros de Ayutthaya. Entre as peças apresentadas, todas de grande valor cultural, incluem joias da corte e adornos de ouro, que revelam habilidade e excelência de mestres artesãos. Outra atração muito popular é o passeio de barco ao longo do canal de água que rodeia a cidade ou, até mesmo, uma viagem até Bangkok, subindo o rio, numa travessia de três a quatro horas aproximadamente. O parque histórico de Ayutthaya foi declarado Patrimônio Mundial pela Unesco.

A “cidade dos anjos”, Bangkok, é uma das mais belas cidades do continente asiático. A metrópole de 10 milhões de habitantes possui duas fisionomias muito distintas: de um lado, uma cidade antiga, com palácios e templos construídos no século 18; de outro, um lugar altamente desenvolvido, repleto de shoppings, um moderno e rápido monorail (o skytrain) e novos empreendimentos beijados pelo rio. Antes de Bangkok, Ayutthaya era a capital do país. Quando os birmaneses invadiram a antiga cidade no século 18, os Bangkokgenerais Taksin e Chakri organizaram seu desmantelamento, incluindo templos, casas e muralhas, mandando-os transportar tudo para Bangkok, onde se reconstruiu tudo. Este é o motivo da mescla entre o novo e o antigo na arquitetura da cidade.

Entre as inúmeras atrações oferecidas, não deixe de visitar o Palácio Real e o Templo do Buda de Esmeralda (Wat Phra Kaew), lugar de adoração na Tailândia. Esta parte da cidade é marcada por templos dourados, torres em espiral e brilhantes decorações, envolvidas por uma fortaleza branca. Outras opções para serem exploradas são o Museu Nacional, o famoso mercado flutuante e o Templo do Buda de Ouro, que conserva uma estátua do mesmo, proveniente do período Sukhothai (1238-1378).

A capital é um verdadeiro paraíso das compras e um dos principais exportadores de pedras preciosas (sobretudo rubis e safira) a preços amigáveis. Para sua segurança, o melhor é comprá-las em estabelecimentos reconhecidos e que ofereçam o certificado de garantia oficial Jewel Fest Club. A Tailândia também é mundialmente conhecida pela confecção de tecidos. As sedas e o algodão são prestigiados pela sua qualidade e excelente cuidado técnico, assim exercido desde os primórdios. Eles podem ser encontrados, por exemplo, no mercado de tecidos Pahurat.

Não fique só pela animada rua dos bares de “falangs” (gringos) e souvenires de Khaosan Road; vá mais além, no reduto dos eletrônicos Central World Plaza, Platinum Mall e Pantip Plaza; encontre objetos de arte e tapetes exóticos no mercado Chatuchak (aberto apenas aos finais de semana), e também artigos variados nos mercados de rua da Silom Road e do bazar noturno Suan Lum; perca-se nas lojinhas de bugiganga em Chinatown. Lembre-se de pechinchar com diplomacia, mantendo olho aberto para as falsificações. A coisa boa é que a maior parte das lojas permanece aberta até as 22 horas.

Ao sul do país, praias paradisíacas tomam conta do belíssimo cenário marcado por águas cristalinas, areia fina e branca. As ilhas tailandesas se tornaram destino de férias de australianos e escandinavos, assim como playground de mochileiros jovens do mundo todo. Phuket, a maior ilha da Tailândia, é uma das preferidas. Foi descoberta pelos árabes e índios entre os anos 880 e 916 d.C, sendo formada por uma infinita cadeia de exuberantes baías e palmeiras. Agrada a todos os gostos, idades e desejos, já que sua estruturPhi Phi Islanda foi planejada para satisfazer seus visitantes. Dispõe de bangalôs instalados em idílicos jardins de palmeiras e luxuosos hotéis em complexos residenciais. Além disso, oferece inúmeras atividades, tais como trekking com elefantes, bungee jumping e esportes aquáticos. Phuket também é rica em cultura nos templos, nas mansões em estilo sino-português e casas-museu. Foram os próprios imigrantes que tornaram Phuket famosa, por meio da mineração de estanho e plantações de goma durante o século 19. Fica cerca de 825 quilômetros de Bangkok.

Não se contente com o óbvio e conheça outras das 1430 ilhas tailandesas. Nem todas as ilhas têm acesso marítimo entre si, pelo que por vezes será preciso voltar ao continente para perfazer o caminho por terra primeiro, mas vale a pena. Nas praias de Koh Phangan, Ko Samui e Ko Samet acontecem as maiores festas de lua cheia do mundo. Em Koh Chang você vai perder conta do número de bons restaurantes e barzinhos descolados. Em Koh Tao estão as melhores (e mais baratas) escolas de mergulho de cilindro. Alugue uma moto para ter total liberdade em Koh Lanta, onde há grutas e trilhas surpreendentes. Koh Lipe é apenas uma amostra dos milhares de destinos paradisíacos ainda preservados (e pouco desbravados) desse país abençoado. Faça de Koh Phi Phi a sua base para visitar Maya Bay, cenário onde Leonardo DiCaprio encontrou uma ilha perfeita em “A Praia”. Para chegar em Phi Phi desde Phuket (45 quilômetros) ou de Krabi, demora cerca de duas horas e meia em barco lento ou 50 minutos em lancha rápida. Não saia de lá sem comer um delicioso pad thai (comida típica à base de noodles, vegetais, carne ou frutos do mar e amendoins) no restaurante Papaya, onde os pratos são generosos e o chef prepara tudo na sua frente. Só não se impressione com o gato que gosta de dormir dentro da geladeira...

Falando em gastronomia, a Tailândia é conhecida pela diversidade e riqueza de ingredientes e pela criatividade e requinte da apresentação de seus pratos. A cozinha tailandesa costuma misturar sabores – salgado, doce, azedo, amargo e picante -, em uma mesma receita. Pescados, frango, arroz e macarrão são a base dessa culinária e estão presentes gastronomiaem quase todos os pratos. Os molhos ricos em ingredientes também estão inclusos, como o molho de ostras fermentadas, por exemplo, ou o leite de coco, a pimenta malagueta e outras especiarias. O jantar é a refeição mais importante do dia, em que se concentra maior qualidade, quantidade e sabor nos pratos. Sopa, peixe ou frango, saladas, hortaliças, molhos e sobremesas como o khao niaow ma muang, um arroz doce com manga, fazem parte da refeição. Ao contrário, o almoço é simples e rápido, composto apenas por um prato de arroz frito, massas simples, sanduíches frios e verduras. Para acompanhar seus pratos, peça cerveja Singha ou Chang, chá verde ou de jasmin, água de coco ou suco natural de frutas.

Barracas de rua também servem comida, no geral, de boa qualidade. Se tiver coragem, atreva-se a experimentar os insetos fritos das barraquinhas. Eles têm o sabor dos condimentos com que foram cozidos e são motivos de histórias para contar na volta ao Brasil. Saiba, no entanto, que a higienização dos alimentos é um assunto delicado. Na dúvida, prefira restaurantes recomendados.

Como chegar na Tailândia: não há voos diretos entre a Tailândia e o Brasil. Com escala, as opções disponíveis são com a Emirates, via Dubai, a British Airways, por Londres, a KLM, via Amsterdã, a Air France parando em Paris, a Qatar, por Doha, a Etihad Airways, via Abu Dhabi, e a Swiss, via Zurique. O aeroporto principal da Tailândia é o Aeroporto Internacional de Bangkok-Suvarnabhumi. Circular na Tailândia é muito fácil. Os transportes são modernos e basta comprar as passagens de ônibus, barco e trem junto às várias agências de viagem locais. Leve roupa quente, já que eles por lá abusam do ar condicionado nos transportes.

 

Fotos: Phuket (primeira imagem). Ayutthaya (segunda foto, à direita). Bangkok (terceira imagem, à esquerda). Ilha Phi Phi, antes do tsunami de 2004 (quarta foto, à direita). khao niaow ma muang (última imagem).

População: 65,93 milhões (censo 2010)

Capital: Bangkok

Moeda: baht (THB)

Idioma: tailandês (para se comunicar com turistas, as pessoas locais dominam o inglês como segunda língua)

Fuso horário: +10h em relação ao horário de Brasília

Clima: clima tropical. Úmido e quente todo o ano, com três estações: verão seco (de março a maio) com temperaturas entre 28 °C e 33 °C; época das monções (entre maio e setembro), atingindo temperaturas que variam de 27 °C a 30 °C; e estação temperada (de novembro a fevereiro), quando o clima é ameno, ensolarado e com temperaturas que oscilam dos 24 °C aos 27 °C. Esta é a melhor época para visitar

Visto para turismo: para entrar no país é necessário o passaporte, o Certificado Internacional de Vacinação da Febre Amarela e o visto. O visto pode ser tirado antes de partir através do consulado da Tailândia (recomendável e com permanência de 60 ou 90 dias) ou à chegada ao país, no aeroporto (menos seguro e permitida permanência de 30 dias) ou fronteira terrestre (permitida permanência de 15 dias). Para tirar o documento é necessário entregar duas fotos 3x4 ou 5x7, preencher duas cópias do formulário disponível online, e apresentar o Certificado Internacional de Vacinação da Febre Amarela mediante o pagamento de uma taxa de R$ 75 ou R$ 150, para duas entradas no país. No Brasil, é possível fazer o trâmite via Sedex (enviando taxa de retorno) ou por terceiros. Pode-se pedir extensão do visto. Consulado da Tailândia no Brasil: Al. Dinamarca 467, Alphaville 1, Barueri 06474-250, São Paulo – SP. E-mail: contact@thaiconsul.com

Vacina: Certificado Internacional de Vacinação da Febre Amarela. Saiba como tirar o documento

Dicas espertas: obrigue taxistas a ligar o taxímetro ou negocie o preço antes de entrar no carro. Não acredite se o motorista disser que o lugar para onde você pretende ir (seja hotel ou museu) está fechado – prefira ver pelos próprios olhos, já que muitas vezes é um esquema para a levar para destinos mais longos ou casas onde eles ganham comissão por levar clientes. Cubra as pernas, ombros e busto ao visitar templos. Beba sempre água engarrafada. Não deixe seu drinque desacompanhado, não use joias de valor nas ruas e guarde seu passaporte no cofre do hotel. Se pretender receber uma típica massagem tailandesa, procure lugares com boas referências; as massagistas das casas mais turísticas não têm formação. Se o seu amigo homem for abordado por uma mulher local, use a diplomacia. Ela pode não ser prostituta nem lady boy, mas ninguém gosta de descobrir isso tarde demais

Emergência: polícia turística 1155, ambulância 1669 e 199, e bombeiros 199. Embaixada do Brasil em Bangkok: 37º andar, Lumpini Tower, 1168/101 Rua Rama IV, Thungmahamek, Sathorn, Bangkok 10120. Tel.: (+66 2) 679-8567/8 ramal 0. E-mail: info@brazilembassy.or.th

Feriados e eventos importantes: Ano Novo (1 de janeiro), Magha Puja, comemoração budista em que há procissões em volta da capela dos templos (móvel: lua cheia do terceiro mês lunar, normalmente entre fevereiro e março), Festa de Chakri, em honra à dinastia da Família Real (6 de Abril), Songran, ano novo tailandês, quando as pessoas esborrifam água umas nas outras (13 a 15 de abril), Dia do Trabalhador (1 de maio), Festa da Coroação (5 de maio), Dia do Ritual da Aradura Real, celebra o cultivo do arroz (móvel: inicia em maio), Festa de Visakha Puja, celebração budista (móvel: lua cheia do sexto mês lunar), Festa de Asalha Puja, comemoração budista (móvel: lua cheia do oitavo mês lunar), Khao Phansa, Quaresma budista (móvel: julho), Dia das Mães, em honra da rainha (12 de agosto), Festival Vegetariano (móvel: começo de outubro), Ok Phansa, fim da Quaresma budista (móvel: Outubro), Chulalongkorn, homenagem ao rei Rama V (23 de outubro), Loi Krathong ou Festival das Luzes, uma das festas mais bonitas do país, particularmente celebrado em Chiang Mai (móvel: lua cheia do 12º mês lunar, normalmente em novembro), Nascimento do Rei (5 de dezembro), Dia da Constituição (10 de dezembro) e Véspera de Ano Novo (31 de dezembro). Embora não seja feriado, o Ano Novo chinês tem grandes celebrações nas Chinatowns do país

Frases úteis em Tailandês (escritas foneticamente): sá-uá-di (oi), cóp cun cá (obrigada), tchuê du-ái (ajuda!) e chán-dá cun (eu te amo – feminino) ou pom-dá cun (eu te amo – masculino)

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