República Dominicana

Por: Stéphanie Boccomino
 
A República Dominicana é só Punta Cana? Não, e sim. Se você pretende relaxar à beira mar e deixar que os resorts com excelente infraestrutura turística atendam as suas necessidades de diversão e alimentação, a resposta é afirmativa. Mas se você quer fugir do conforto e fazer trilhas, conhecer a cultura e visitar pontos que fogem do óbvio, então a República Dominicana vai mais além.

Banhado ao norte pelo oceano Atlântico e ao sul pelo mar do Caribe, a República Dominicana faz parte da ilha de São Domingos, também conhecida como Hispaniola, que tem, a oeste, o Haiti. Por via marítima a leste, encontramos Porto Rico. É um país com mais de 1,5 mil quilômetros de costa, cujas praias paradisíacas são enfeitadas por coqueiros que se perdem no horizonte, contornados pelas águas cristalinas cor azul turquesa do mar.

O país pode ser dividido em quatro regiões, denominadas Costa Leste, Nordeste, Norte e Sudeste. Através do território exótico é possível apreciar diversos habitats em um só lugar, como altas montanhas, exuberantes florestas, recifes de corais, praias inabitadas e até desertos áridos. Além disso, a República Dominicana é marcada pela sua riqueza cultural e histórica, de arquitetura local preservada e de um povo alegre e festeiro.República Dominicana

A dança e a música são tradição e orgulho do povo dominicano, conhecido por receber os visitantes em seu país de modo simpático e agradável. Logo que entra, o turista sente de imediato o clima festivo da população local, que dança ao ritmo do merengue (a dança nacional, de origem crioula) e da salsa trajando roupas coloridas, típicas de sua cultura, acompanhada de músicos com acordeões, tambores e güiras, instrumento de percussão do folclore dominicano.
 
A Costa Leste é uma das áreas turísticas mais populares e de maior crescimento do país, sendo ideal para quem procura momentos de tranquilidade e lazer. Punta Cana sabe receber tanto casais, quanto famílias e amigos que desejam ter as férias de puro relax e animação. Com quase 80 resorts all inclusive, é importante escolher um hotel bem localizado, pois é entre a praia do hotel e a piscina que você ficará a maior parte do tempo. Punta Cana propriamente dita e a região de Bávaro são as mais procuradas pelas águas do mar tipo piscininha. De paisagem igualmente deslumbrante, as praias têm areia branquinha e são protegidas por recifes.

O preço que você pagar pela estada vai refletir nos serviços, regalias e áreas de acesso a que você tem direito. As pulseirinhas entregues à chegada conferem as mordomias de acordo com a cor. Lembre-se de reservar mesa nos restaurantes se não se quiser limitar aos bufês do hotel.

As equipes de entretenimento dos resorts vão animar você a fazer diversas atividades, que vão desde esportes radicais a calmos passeios em barco com fundo transparente, sendo possível apreciar a esplêVila Altos de Chavónndida vida marinha que habita a região. Além disso, a maior parte dos hotéis dispõem serviços de aluguel de jet skis, windsurf, caiaque e passeios em veleiros. Alguns resorts tem esplêndidos campos de golfe, símbolos do país. Para animar a sua noite, há espetáculos de dança nos hotéis, o cassino e, noite adentro, vários bares e baladas que tocam cúmbia, reggaeton e merengue.

Ainda na Costa Leste, Bayahibe é conhecido por abrigar um dos parques nacionais mais premiados devido à sua preservação ambiental. Já La Romana, a terceira maior cidade do país, é um dos destino mais impressionantes do país por abrigar a Casa de Campo - um complexo de 28 quilômetros de extensão com luxuosos resorts, frequentado por celebridades internacionais. Mas não é isso que impressiona: lá se encontra um imponente anfiteatro em estilo grego para cinco mil pessoas, que foi inaugurado por Frank Sinatra. Lá está também a Vila Altos de Chavón, réplica de uma cidade mediterrânea do século 16, que pode ser visitada mesmo não sendo hóspede.

Na Costa Nordeste está a Península de Samaná e suas praias praticamente intocadas, com belos recifes de corais. O maior atrativo da região é um verdadeiro show de movimentos ordenados das baleias jubarte, que nadam do oceano Atlântico até ali para darem à luz aos seus filhotes, entre os meses de janeiro e março. Na região, escolha a praia que tem a sua cara. A Playa la Galera é animada, a Playa Cala Blanca tem águas mansas (ótimas para crianças), e as praias Cayo Levantado e Rincón são exclusivas – têm apenas acesso de barco Península Samanáou, no caso de Rincón, também de jipe.
     
Samaná foi palco de importantes acontecimentos históricos. Foi lá que Cristóvão Colombo atracou pela primeira vez nas Américas, em 1492, rumo ao descobrimento do Novo Mundo. Antes da chegada dos espanhóis, a  terra era habitada somente por índios Quisqueya. Mas as jazidas de ouro da ilha atraíram os colonizadores, piratas e obrigou a chegada de escravos africanos. Com toda essa mescla cultural, o local acabou se tornando um verdadeiro palco de misturas étnicas. A parte ocidental da ilha foi tomada por Napoleão Bonaparte, que, mais tarde, daria origem à colônia francesa Haiti. A primeira guerra de independência dominicana foi travada, não conta os espanhóis,  mas com o Haiti, que ocupou grande parte de São Domingo no século 19. Além disso, cresce o numero de imigrantes ilegais de lá. Por isso, evite falar sobre o país vizinho, sobretudo com pessoas mais velhas, que guardam ressentimento. Apesar disso, a relação diplomática é amigável, e a República Dominicana foi o primeiro país a enviar ajuda após o terremoto de 2010.

A Costa Norte do país é conhecida também como a Costa Âmbar, devido à extração da pedra semipreciosa. As cidades de Puerto Plata, Cabarete e Sosúa oferecem aos turistas visitas a lindos bosques, majestosas montanhas e praias de areia cor dourada e boas para praticar surfe.

Santiago é o centro industrial da República Dominicana, frequentemente comparado à sua capital, Santo Domingo, por ser a segunda metrópole do país. É nessa cidade que se fabricam os melhores charutos manSanto Domingoufaturados do país. No Museu do Tabaco é possível conhecer as técnicas de fabricação e comprar produtos da tradicional marca La Aurora, a mais antiga do país. Fique esperta e compre sempre charutos de lojas credenciadas, para não levar gato por lebre. A atração principal do centro de Santiago é a Rua do Sol, que concentra inúmeros restaurantes, bares, hotéis e uma ampla rede de comércio, ótima para compras.

A Costa Sul é mais agitada por abrigar a capital do país, Santo Domingo, cidade vibrante com muitas lojas sofisticadas de redes européias e americanas, bem mais baratas que no Brasil. Aliás, para as shopahólicas, Santo Domingo é o principal destino do país, onde você encontrará shoppings centers e mercados de rua, com boas ofertas de vestuários, chapéus, jóias e artesanato típico da região.

Se viaja com crianças, não perca o Aquário Nacional, onde você pode ver tubarões através de um túnel de vidro. Leve os pequenos numa viagem histórica pelo patrimônio cultural da Ciudad Colonial. Casas e igrejas de pedra formam um conjunto de mais de 300 monumentos coloniais do século 16 de valor inestimável. Além disso, foi lá que surgiu a primeira catedral e monastério, e também o mais antigo hospital do país. Berço da civilização européia na América, a cidade foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Em 1992, os supostos restos mortais de Cristóvão Colombo foram levados da Catedral de São Domingo para o Farol de Colombo, onde é possível observar o mausoléu.
Aquário
A cidade de San Cristóbal fica a oeste de Santo Domingo e é considerada uma pequena versão da capital. Com cerca de 170 mil habitantes, o local vive da produção de cana de açúcar e ervas. É possível ver os engenhos usados nos séculos 16 e 18 da produção, ao sul da cidade, no povoado de San Gregório de Nigua. Para as aventureiras de plantão, a dica é seguir para o norte de San Cristóbal e conhecer a Reserva de Grutas de Borbón. Nelas, as grutas de Pomier apresentam uma série de 40 grutas interligadas, com mais de nove mil desenhos rupestres.

A inspiração para a culinária dominicana vem das Antilhas, além de uma combinação de ingredientes e sabores vindos da África, Europa e dos povos nativos. O resultado final dos pratos é muito semelhante aos da América Central e do Sul, feitos à base de arroz, peixes e frutos do mar, acompanhadas com vegetais. Nos restaurantes locais, são servidos ensopados como o mondongo (feito com tripa) e o sancocho, sopa que leva bananas verdes, abacate, frango ou carne, servida geralmente com arroz. A arepa dominicana, um bolinho de farinha de milho, e o chicarón, ou frango frito, são pratos bem típicos. As sobremesas ganham um notável espaço na mesa dos dominicanos. Nessa região onde há abundância de açúcar, se destacam os pudins, tortas, frutas caramelizadas e cremes.

O rum é a bebida mais popular entre os dominicanos, que conta ainda com traços de produção artesanal, sendo possível aos turistas visitar suas destilarias para acompanhar todo o processo de fabricação da bebida. Algumas das marcas de rum fabricadas no país estão entre as melhores do mundo.

Para chegar, não há voos diretos do Brasil para a República Dominicana. Uma boa alternativa – prática e rápida para quem sai de São Paulo – é o voo da Gol com escala de apenas uma hora em Caracas, na Venezuela, rumo a Punta Cana. Outras rotas com destino a Punta Cana e Santo Domingo são as que passam por Panamá pela companhia Copa Airlines, que sai de São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Manaus e Recife. A Avianca parte de São Paulo e faz conexão em Bogotá, ou você pode fazer escala nos Estados Unidos através da United ou American Airlines. A Lan sai de São Paulo ou Rio de Janeiro e faz conexão em Lima ou Santiago.

Contrate o serviço de transfer do aeroporto através do seu hotel antes de sair do Brasil, pois os táxis locais, mesmo sendo tabelados, cobram mais caro.

Fotos: Cayo Levantado (primeira foto). Punta Cana (segunda imagem, à direita). Vila Altos de Chavón (terceira foto, à esquerda). Praia Rincón (quarta imagem, à direita). Santo Domingo (quinta foto, à esquerda). Aquário Nacional (última imagem).

População: 9,38 milhões (censo 2010)

Capital: Santo Domingo

Moeda: peso dominicano. O dólar e o euro são aceitos nos locais turísticos

Idioma: espanhol

Fuso horário: -1h em relação a Brasília

Clima: tropical úmido. As temperaturas medias anuais oscilam de 18 °C a 35 °C. A ilha está sujeita a tempestades e furacões de junho a outubro. A temperatura é mais amena (25 °C) de dezembro a abril. Há turismo o ano todo, mas os meses menos agitados são maio e junho

Visto para turismo: não é necessário visto para entrar no país. É necessário comprar um “Cartão de Turista”, pago no aeroporto na hora da chegada. Para permanência de até 15 dias, o custo é de US$ 10. Para perídos maiores de estadia, há uma escala de valores. Os visitantes devem portar passaporte válido e preencher um formulário dado no avião ou à chegada, que deve ser entregue no setor de imigração

Vacina e saúde: nenhuma é obrigatória, mas, caso pretenda sair da região dos resorts, consulte o seu médico sobre as vacinas recomendadas. Leve bastante repelente. É aconselhável beber água engarrafada

Dicas espertas: pechinche nos mercados, na hora de comprar passeios e excursões, mas nunca nas lojas. Se viajar sozinha e não quiser corresponder aos avanços dos homens locais, diga que está comprometida – dizer em espanhol “tengo novio” ou “estoy casada” deve ser suficiente

Segurança: por precaução, não ande com objetos e jóias de valor. Deixe seu passaporte e altas quantias em dinheiro no cofre do hotel

Emergência: disque 112 ou 911. Embaixada do Brasil em Santo Domingo: Rua Eduardo Vicioso 46, Bela Vista. Tel.: (809) 532-4200

Feriados e eventos importantes: Ano Novo (1 de Janeiro), Epifania (6 de janeiro), Dia de Nossa Senhora de Altagracia, a padroeira nacional (21 de janeiro), aniversário de Juan Pablo Duarte, considerado o arquiteto da República Dominicana (28 de janeiro), Carnaval, uma das tradições mais coloridas e alegres da República Dominicana, celebrado por todas as regiões do país com fantasias e máscaras típicas – saiba mais sobre o evento (data móvel), Dia da Independência, celebra a desocupação haitiana, que durou 22 anos; há festejos ao longo do mês (27 de fevereiro), Dia do Trabalhador (1 de maio), Dia da Restauração, celebra a soberania dominicana instaurada entre 1863 e 1865, após a dominação espanhola (16 de agosto), Dia de Nossa Senhora de Mercedes (24 de setembro), Dia da Constituição (6 de novembro) e feriados cristãos. Todos os anos e durante uma semana no mês de julho, os dominicanos celebram o Festival do Merengue. Não é feriado, mas é festejado com muita musica, dança e comidas típicas 

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